Mãe Positiva



19h28 |






16h14 |




Treinante!!!!

Quando li na internet treinante achei curioso, não sabia da quantidade de fóruns e blogs sobre mulheres tentando engravidar (ah, pode ser tentante), eu gostei e posso dizer: agora sou treinante!

Retornei ao médico, a cirurgia foi ótima, tinha poucos focos e já posso tentar um baby!!! Fiquei muito feliz, eu achei que demoraria mas já posso tentar.

Meu CD4 está em mais de 700, nunca esteve tão alto e a carga viral negativa, isso é fundamental para uma gravidez planejada de uma mulher soro+, além do teste do maridão estar negativo.

Ou seja, é um trabalho em conjunto: infectologista e ginecologista (no meu caso ele é especialista em reprodução), estou tendo um excelente acompanhamento, acredito que em breve contarei novidades...



15h37 |




Mulheres com HIV podem engravidar quase sem riscos

Portadores da doença planejam o futuro e mostram que é possível ter um filho saudável.

As mulheres que têm o vírus HIV já podem engravidar, praticamente sem riscos de contaminar a criança.

“Eu passava um dia inteiro aqui, uma vez por mês, para tomar remédio na veia”, lembra Micaela Cyrino, da Rede Nacional de Jovens HIV / AIDS. “O meu pai morreu quando eu tinha um ou dois anos de idade, então eu não lembro. Mas a minha mãe morreu, também por causa do HIV, quando eu tinha seis anos de idade”.

“Gravidez é muito bom. Não achava que era assim. Estou gostando muito de ser mãe. Já me sinto mãe. Eu imagino ele correndo, indo com ele ao trabalhado, viajando. É tudo muito bom, tudo novo. Só alegria”, comemora a ativista Marta Fernandes.

Na cidade de Santos, um grupo ligado à Pastoral da Aids, da Igreja Católica, sai às ruas para orientar as pessoas sobre a importância do teste para o HIV.

“Hoje poderia se dizer que o grande desafio é informar as pessoas sobre a epidemia do HIV e orientar as pessoas para que façam o teste do HIV. Dizer para elas claramente onde podem buscar o teste na rede de saúde e dizer que o teste é gratuito e sigiloso”, conta Frei Luiz Carlos Lunardi, da Pastoral da Aids.

Faça o teste da Aids. Foi o que insistimos ao longo dessa série. Insistimos porque a Aids leva de oito a dez anos para aparecer. Mas, quando se manifesta, você já corre o risco de morte. Quanto mais cedo você descobrir que tem o vírus, melhor. Muito melhor. Se você tem a intenção de engravidar, faça o teste antes. Se já estiver grávida, então, nem se fala. Mesmo que o seu marido seja um santo. É um exame pré-natal obrigatório. Você não vai querer transmitir o vírus da Aids para o seu filho, vai?

Redenção, no sul do Pará, é uma cidade de 75 mil habitantes. Lá, vivem os ativistas Marta Fernandes e Greicio Lyra. Catorze anos atrás, Greicio caiu doente com tuberculose. Ao ser internado, descobriu que, na verdade, estava com Aids em estágio avançado. Meses depois, chegou o diagnóstico de Marta, também positivo.

“Eu matei o sonho de ser mãe naquela época. Depois eu comecei a ver que poderia reviver esse sonho. E ano passado decidi ter um filho. Era um sonho nosso que decidimos realizar”, diz. “Tomamos muito tempo para tomar essa decisão. Porque é difícil quando você tem uma doença crônica. É difícil lidar com o preconceito. Foi um processo meio longo.”

“É difícil estipular há quanto tempo sou soropositivo. Para mim, eu sempre soube. Eu não gostava de ficar internada, mas sempre gostei das pessoas do hospital. A gente encontrava com outras crianças. Conheço a doutora Marinella e equipe desde que me trato aqui”, diz Micaela Cyrino.

“Na realidade, ela chegou em um período em que a gente não tinha muita coisa para fazer. Sempre teve uma evolução muito boa, então conseguiu alcançar essa época de tratamento”, conta a infectologista Marinella Della Negra.

Drauzio Varella : À medida que você foi crescendo, tomando uma consciência melhor das suas limitações, de que você dependia de tratamento, teve algum momento em que você notou uma diferença?
Micaela Cyrino: Minhas amigas da escola falavam: “Minha mãe falou que era para eu não brincar com você, porque você tem HIV”. Foi bem pesado para mim quando eu vi que meus amigos começaram a morrer porque não tomavam o remédio. Aí eu senti a doença.
Drauzio Varella: Como você lidou com isso? Você era criança, uma menina.
Micaela Cyrino: Eu comecei a não falar mais sobre o HIV. Eu me fechei um pouco.

Micaela é um símbolo da luta contra a Aids. Adquiriu o vírus no nascimento. Não conheceu o pai e a mãe morreu quando ela era muito pequena. No passado, a transmissão vertical, isto é, da mãe para o bebê, ocorria em mais de 20% dos casos.

“Eu continuei com o mesmo tratamento que eu já estava fazendo. Não parei em nenhum momento. Os médicos têm me orientado a continuar tomando o remédio, tomar no parto também. E o bebê tomar o xarope até 43 dias. E não amamentar. As chances de o beber nascer sadio são de 99%. Vale a pena correr esse risco. E como vale a pena”, conta Marta.

O tratamento da Marta é simples. Ela toma três remédios. De manhã, toma o branquinho. Ela só conseguiu fazer um esquema simples como esse porque descobriu cedo que tinha o HIV. Dessa forma, ela consegue manter a carga viral muito baixa, de modo que ela possa engravidar. Vai nascer um filho sem o vírus da Aids.

“A gente ainda não sabe o sexo do bebê. Se for mulher, vai se chamar Ester. Estou torcendo”, ri Marta.

Rodrigo Arantes, médico da Sae Redenção, pergunta a Marta se ela está tomando o antirretroviral de forma correta. Ela diz que sim. Ele começa a examiná-la.

A mulher que toma os remédios antiHIV durante a gravidez e na hora do parto, o risco de transmitir o vírus para o bebê é próximo de zero. Infelizmente, muitas mulheres dão à luz sem sequer ter feito o teste. Ou porque não faz o pré-natal, ou porque os médicos deixam de pedir o exame. Como conseqüência, em diversas regiões do Brasil, os índices de transmissão materno-fetal continuam vergonhosamente altos.

“A Aids no Brasil não está controlada. A gente ainda tem a transmissão do vírus em uma freqüência significativa. Nós projetamos um número de pessoas que foram infectadas pelo vírus do HIV menor do que era projetado duas décadas atrás. Nós temos a disponibilidade do tratamento com antirretrovirais para todos os brasileiros que precisam. Agora, ainda temos dez mil mortes por ano. Nós ainda temos pessoas que padecem em hospitais. Ainda temos uma tarefa muito grande para fazer. Ainda temos uma luta muito grande pela frente”, explica o infectologista Esper Kallás.

Na preparação da série, passamos cinco meses à procura de uma grávida com HIV positivo disposta a mostrar o rosto na televisão. No Brasil inteiro, Marta foi a única que aceitou. Assim como ela, todos os personagens da série são ativistas que participam de organizações envolvidas no combate à Aids. Pessoas acostumadas a assumir a sua condição em público. Isso quer dizer o quê? Que os portadores do HIV ainda têm muito medo da reação da sociedade. Até quando seremos tão maldosos e ignorantes?

“Boa tarde a todos. Para quem ainda não me conhece, o meu nome é Silmara. Eu sou autora e coordenadora do projeto Blablablá Positivo. Aids é uma doença que surgiu nos Estados Unidos no início dos anos 1980. Ela é causada por um vírus matador. Pelo mundo, atualmente, somos, ao todo, 40 milhões de pessoas infectadas. Eu faço parte dessa estatística”, explica Silmara Retti a um grupo de pessoas. “Acho que o tratamento da Aids não é só ir ao médico e tomar o seu medicamento. É uma adesão à vida.”

“O HIV não faz parte daquilo que diminui o meu futuro”, declara o professor Samir Amim.

“A gente ficou tão feliz de ter o remédio, de estar bem de saúde, que ninguém pensou que a cura é possível”, diz a ativista Nair Brito.

“Traz a esperança de novos planos, de uma nova vida, de uma vida diferente daquela que a gente projeta depois de receber o diagnóstico”, conta Mara Moreira, da ONG Pela Vida.

“Um conselho que eu daria para um jovem caminhoneiro é: use camisinha. Não tem outro meio”, recomenda o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis.

“Sonho em casar e ter filhos. Três no mínimo. Eu quero. Estou lutando para que isso aconteça em mundo com menos preconceito”, conclui Micaela.

No consultório, o médico examina Marta, que fica emocionada. “Aqui nós vamos ver a posição do bebê. Essa bolinha é o crânio, e junto estou vendo a coluna dele”, mostra. “É difícil falar com 100% de certeza, mas isso é sinal de que é uma mulherzinha”. Marta vibra e ri.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1644869-15607,00.html



23h18 |




Parto em soropositivas

O tipo de parto mais indicado para evitar a infecção do bebê pelo HIV vai depender, principalmente, do estado de saúde da mãe. Para gestantes soropositivas com carga viral maior ou igual a 1000 cópias/ml ou desconhecida após 34 semanas de gestação, o mais indicado é a cesariana eletiva, aquela realizada antes do início do trabalho de parto, sem rompimento da bolsa. Geralmente, a cesariana deve ser marcada para a 38ª semana de gravidez. 

Em casos de gestantes que chegam à maternidade em trabalho de parto e que não fizeram tratamento durante a gravidez, a escolha do tipo de parto deve levar em consideração a fase e o tempo previsto para os procedimentos de cada um, assim como a probabilidade de complicações. Mas as alternativas variam quando o trabalho de parto está acelerado ou não. O médico deve avaliar a melhor opção em cada caso.

Cuidados durante o parto
Toda gestante soropositiva deve receber o AZT na veia do início do trabalho de parto até o nascimento do bebê. Para as gestantes com indicação de cesariana, o consumo de AZT deve ser de 3 horas antes da cirurgia até o nascimento.

Durante a gestação, trabalho de parto e parto, devem ser evitados o recolhimento do sangue do cordão umbilical e de líquido amniótico, além do uso de fórceps, por exemplo. No parto normal, deve-se evitar corte cirúrgico feito entre a vagina e o ânus (períneo) e o trabalho de parto deve ser monitorado usando gráfico de acompanhamento da evolução (partograma), evitando toques vaginais repetidos.

Recomendações pós-parto
Após o nascimento, a mãe não deve amamentar seu filho, pois o HIV está presente no leite materno. Se a mulher e o recém-nascido estiverem em boas condições de saúde, podem ser encaminhados para alojamento conjunto. O recém-nascido precisa tomar o AZT xarope das primeiras duas horas de vida às próximas seis semanas. Além disso, a criança precisa fazer acompanhamento em serviço de referência para crianças expostas ao HIV.

Cuidados com o recém-nascido
Além dos cuidados tradicionais, recomenda-se:

  • Dar a primeira dose do AZT oral ainda na sala de parto, logo após os cuidados imediatos ou nas primeiras duas horas após o nascimento.
  • Fazer exame de sangue completo para acompanhar uma possível anemia (falta de ferro) pelo uso do AZT, repetindo após 6 e 16 semanas.
  • Não amamentar e substituir o leite materno por fórmula infantil. O aleitamento misto (leite materno intercalado com fórmula infantil) também é contraindicado. A criança exposta, infectada ou não, terá direito a receber fórmula láctea infantil gratuitamente, pelo menos até completar 6 meses de idade. Em alguns estados, a fórmula infantil é fornecida ate os 12 meses de idade ou mais.
  • A criança deve ter alta da maternidade com consulta marcada em serviço especializado para seguimento de crianças expostas ao HIV. A data da primeira consulta não deve ser superior a 30 dias, a partir da data do nascimento.

Fonte: http://www.aids.gov.br/pagina/parto



23h10 |




Gravidez e HIV

Transmissão do vírus pode chegar a 1% tomados devidos cuidados, diz ministério

Um estudo do Ministério da Saúde que faz recomendações a mulheres portadoras do vírus da AIDS que querem engravidar deve estar disponível na rede pública de saúde no final de junho deste ano.

Entre as recomendações, o documento pede que casais que tenham um ou os dois como portadores do HIV façam a relação sexual sem camisinha com o objetivo de ter filhos apenas durante o período fértil e não deixem de fazer o tratamento com o antirretroviral. Tomado os devidos cuidados citados, a chance de transmissão da doença pode cair para 1%.

As informações são da diretora do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, em entrevista ao R7.

Segundo a diretora, o documento está sendo elaborado desde o fim de 2009 junto a comitês técnicos, por causa do aumento de mulheres com o vírus que estão engravidando a cada ano. Só em 2009, pelo menos 3.000 ficaram grávidas, de acordo com a diretora.

- Esse é um fato que veio com a feminilização da Aids. Vemos o aumento no número de heterossexuais e mulheres com Aids e a principal motivação para essas recomendações está ligada ao aumento da sobrevida e da qualidade de vida do HIV positivo. Fazendo tratamento e se cuidando direito, eles têm mais chance de morrer de outra patologia do que de Aids.

Recomendações

 

Ainda segundo a diretora, deve-se levar em conta quem é o portador. Se for a mulher, tem de ser considerado se a carga viral em seu sangue está baixa, se o estado de saúde dela está em ordem e se está reaagindo bem ao tratamento com os antirretrovirais. Nesses casos, o tratamento deve ser levado adiante durante a gravidez e a criança deve também tomar o antirretroviral nos primeiros meses. “A chance de transmissão nestes casos é de 1%”, segundo Mariângela.

Já se o homem for o portador, há a possibilidade de se fazer a lavagem do esperma, retirando o vírus do espermatozoide, que será introduzido no óvulo da parceira por meio de reprodução assistida. Esse serviço é realizado em clínicas de reprodução e no serviço público de São Paulo.

- Como é um procedimento caro, nem todos podem fazer. Esperamos que ele possa ser oferecido pela rede pública daqui algum tempo.

Mariângela reitera que o documento ainda está sendo finalizado e que, portanto, o ministério não faz apologia à prática sexual sem o uso da camisinha entre casais com portadores do HIV.

- Isso não significa que todo mundo pode sair transando sem camisinha por aí.

Saiba mais no vídeo abaixo:

http://noticias.r7.com/saude/noticias/recomendacao-de-gravidez-emportadoras-de-hiv-deve-ficar-pronta-em-junho-20100504.html

 



23h01 |




Ele tem HIV. Ela não. Eles são pais

A lavagem de sêmen permite que soropositivos engravidem as parceiras sem infectá-las – ou ao bebê
A moça escondida pela sombra na foto ao lado tem um segredo. Seu bebê de 9 meses (saudável, lindo e candidato natural ao título de Mr. Simpatia) foi gerado de um modo especial, por uma razão especial. Em 2005, essa veterinária de 32 anos se casou vestida de noiva, com um terço enrolado nos dedos, numa das igrejas mais tradicionais de São Paulo. Isso é o que a mãe, o pai e o irmão dela sabem. Eles não sabem, porém, que o homem eleito por ela para ser o pai de seus filhos tem o vírus HIV. Nem imaginam, portanto, que o bebê que engatinha pelo chão da sala e se aventura pelos degraus da escada simboliza um novo momento da história da aids.
Se, até os anos 90, os infectados viviam a existência possível diante da iminência da morte, nos últimos tempos voltaram a planejar. Para eles, nenhum plano pode ser mais subversivo do que gerar um filho. Felizmente, em muitas ocasiões a medicina está a serviço da subversão. A prova é a história desse administrador de empresas de 42 anos que descobriu ter o HIV em 1994 e, no ano passado, conquistou o que parecia impossível. “Nunca imaginei que algum dia pudesse ter um filho. Mas passou um ano, depois dois, cinco, 15, e eu não morri”, diz. “Achei que já dava para acreditar que levo uma vida normal.”
Vencida a barreira emocional, ele tinha diante de si uma questão prática: como engravidar a mulher sem correr o risco de infectá-la? Ela descobriu um método de reprodução assistida capaz de solucionar o problema. Por meio de um processo chamado de dupla lavagem de sêmen, é possível gerar um bebê saudável sem que a mãe seja infectada. O tratamento só pode ser feito se o homem estiver tomando o coquetel contra a aids rigorosamente, tiver um bom sistema imune e estiver com carga viral indetectável no sangue. Era exatamente o caso do marido dela.
A técnica funciona assim: o esperma do homem é colocado numa centrífuga. Os espermatozoides são separados do sêmen. Um único espermatozoide bem formado é selecionado e injetado dentro de cada um dos óvulos extraídos da mulher (como mostra a ilustração na próxima página). Os embriões resultantes são colocados no útero. Como o HIV fica concentrado principalmente no sêmen, e não no espermatozoide, os médicos consideram o método bastante seguro. “Não existe na literatura mundial um único caso de mulher que tenha sido infectada dessa forma ou de um bebê que tenha nascido com o vírus depois de ter sido gerado por esse tratamento”, afirma Renato Fraietta, coordenador do Setor de Reprodução Humana do Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O risco é praticamente zero.” Ainda assim, ele existe.
Com a união de casais sorodiscordantes – situação em que apenas um dos parceiros tem o vírus –, é recorrente o desejo de vencer a última barreira imposta pela aids: a procriação. O tratamento é mais simples quando a mulher tem o vírus e o homem não. Basta inseminá-la com o esperma e acompanhar a gravidez com cuidado para evitar a transmissão do vírus ao feto, chamada “transmissão vertical”. O mais indicado é que o bebê nasça por cesariana, receba a droga AZT nos primeiros três meses de vida e não seja amamentado pela mãe. Tudo fica mais complicado quando só o homem tem o vírus. Mesmo quando é perfeitamente fértil, a mulher precisa se submeter a todos os inconvenientes da reprodução assistida. Isso significa tomar hormônios para superestimular a produção de óvulos e anestesia para coletá-los. Além de encarar vários exames e, quando necessário, fazer repouso absoluto.
Mas não é apenas por isso que mais casais não procuram tratamento. “Os pacientes desejam ter filhos, mas não sabem que isso é possível”, diz a psicóloga Andrea da Silveira Rossi. Em sua tese de doutorado, defendida na semana passada na Unicamp, ela pesquisou as dificuldades de acesso dos portadores de HIV aos tratamentos de reprodução assistida. Entrevistou cerca de 140 gestores de programas de saúde e ouviu 47 portadores do vírus que tinham a intenção de ter filhos. Concluiu que falta informação. “Os gestores de saúde também demonstram desconhecimento”, diz.
A veterinária e o administrador de empresas do início desta reportagem resolveram acreditar que tudo daria certo. Descobriram, porém, que o tratamento – como todos na área de reprodução humana – é caro. Varia de R$ 15 mil a R$ 50 mil por tentativa de gravidez. De pesquisa em pesquisa, chegaram à Unifesp. Graças a uma parceria com a fabricante de hormônios usados para induzir a ovulação e aos honorários médicos cobertos pelo SUS, cada tentativa custa R$ 6 mil. Todo mês, o serviço abre novas vagas e, diz o coordenador Fraietta, não há fila de espera.
O programa brasileiro de aids é considerado um exemplo internacional. Paga até mesmo tratamentos estéticos para abrandar os sinais da lipodistrofia (um efeito colateral da doença e do tratamento que provoca má distribuição da gordura corporal). Mas ainda não oferece métodos de reprodução assistida. Em todo o Brasil, Andrea não encontrou nenhum lugar onde exista tratamento totalmente gratuito. A partir de março, porém, a lavagem de esperma começará a ser oferecida gratuitamente pela Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo. O método de fertilização adotado será menos sofisticado. Em vez de injetar apenas um espermatozoide num óvulo (o que reduz o risco de infecção da mulher), o serviço vai oferecer a inseminação artificial clássica. O sêmen lavado será colocado no útero da mulher. Apesar da lavagem, o risco de infecção é mais alto que no método baseado na injeção de um único espermatozoide por óvulo.
Um dos principais estudiosos do papel da reprodução assistida na vida dos portadores do HIV é o italiano Augusto Enrico Semprini, da Universidade de Milão. Ele coordenou o primeiro estudo que avaliou na Europa os resultados da lavagem de esperma combinada aos dois tipos de inseminação artificial. Passaram por um dos tratamentos 1.036 mulheres. Houve 533 gestações, que resultaram em 463 bebês nascidos vivos. As participantes foram submetidas a testes de HIV seis meses após o tratamento. Nenhuma pegou o vírus. “A probabilidade de infecção é próxima de zero”, escreveu Semprini no estudo publicado na revista científica Aids. Num outro artigo recente, ele escreveu que “a concepção produz um impacto positivo na qualidade de vida dos casais e restaura o senso de normalidade”.
A constatação é compartilhada por profissionais brasileiros. Desde 2006, o Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais, da Faculdade de Medicina do ABC, atende soropositivos que querem ter filhos. “Cerca de 50 casais já tiveram os bebês”, diz o coordenador Caio Parente Barbosa. A instituição compra a medicação na fábrica e oferece o tratamento por R$ 5 mil. Para aumentar a segurança, faz também um teste genético, chamado PCR. A um custo de R$ 700, ele pode detectar a presença do HIV nos espermatozoides.
A veterinária que abre esta reportagem conheceu o marido aos 22 anos e decidiu acreditar que ele não morreria tão cedo. Ela poderia ter filhos naturalmente com qualquer homem. Não com o que escolheu. Para realizar o desejo de construir uma família com ele, tomou injeções de hormônios durante 15 dias seguidos. Era ele quem cravava a agulha em volta do umbigo dela. Ela escondia o rosto sob uma almofada e chorava. Não podia ligar para a família e pedir colo. “Eles são preconceituosos e jamais entenderiam minha escolha”, diz. Os parentes do marido sabem que ele tem o vírus desde os 26 anos. “Nunca tive uma relação homossexual, mas namorei muitas mulheres”, diz ele.
Quando um teste de farmácia confirmou a gravidez, ela escreveu um cartão em nome da Dona Cegonha e colocou-o no correio. Foi assim que o marido recebeu a notícia de que, de certa forma, viveria para sempre. Enquanto ela contava essa história e tantas emoções afloravam naquela sala, o bebê não estava nem aí. Depois de comer sopa de mandioquinha e beber o suco de laranja-lima preparado pelo pai, tinha mais o que fazer no andar de cima. Esparramado no berço fofinho que toda criança merece.
Fonte: Revista Época
Data de criação: 26/02/2010
Última atualização: 25/03/2010
http://www.aidshiv.com.br/ele-tem-hiv-ela-nao-eles-sao-pais/


Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/ele-tem-hiv-ela-nao-eles-sao-pais/#ixzz1Lbkydbzp



18h13 |




Livro - Eu leio- muito bom



16h28 |




Primeira menstruação após a videolabaroscopia

Menstruei normalmente, eu estava com medo dessa primeira menstruação mas até agora está bem melhor que antes da video, não estou com cólica forte como todo mês eu tinha.

Tive um pouco de cólica no terceiro dia, mas tomei um remedinho e passou.

Muitas mulheres sofrem muito nessa primeira mas a minha foi bem tranquila, só o fluxo que como sempre, é forte demais, mas paciência, tudo pelo sonho de ser mãe.

 

 



15h30 |




Forças

Eu sempre estou alegre e animada, raramente me bate essa depre... daí escrevi no grupo apoiosoropostivos do yahoo, a qual participo desde 2007 e as mensagens foram tão bacanas, parece que a energia de todos chegou até mim!

Outra coisa, ao pesquisar sobre endometriose descobri muita coisa ruim, casos tristes, sofri junto com cada caso que li. Resolvi ler coisas mais positivas, achei uma comunidade no orkut super bacana, com vários casos de sucesso, vou me conectar em coisas boas e procurarei postar aqui dicas bacanas, que ajudem as pessoas a seguir esse sonho. Não quero que leiam meu blog e fiquem depre, respeito a história de cada um, mas quero contar a minha sob a ótica otimista, contando os sucessos, a superação das frustações, enfim, quero ajudar outras pessoas!

Então vou começar:

Semana que vem vou ao infectologista, eu adoro ir nele, sempre elogia minha animação e fica surpreso com minha saúde, nunca tive sintoma algum, demorei anos para tomar os antiretrovirais e os exames sempre indicam que meu organismo reage bem ao remédio!

Estou fazendo um acompanhamento no cardiologista devido a cirurgia e ele disse que o ideal é que quem usa o medicamento que eu uso sempre visite um especialista, pois temos mais chances de desenvolver problemas com colesterol e do coração, depois ele vai me liberar para fazer atividades físicas, o que também é muito importante.

 



17h39 |




Reportagem sobre endometriose no Hoje em Dia

 

http://noticias.r7.com/saude/noticias/endometriose-causa-dores-e-pode-prejudicar-gravidez-tire-suas-duvidas-sobre-a-doenca-20110222.html

 



16h44 |




Retomando

Olá pessoal, quase 1 ano se passou e muita coisa aconteceu, mas minha luta para ser mãe continua...

Depois de muito tentar naturalmente, controlando período fértil para não expor meu esposo sem necessidade ao vírus, fui em um médico que já conhecia há alguns anos, ele pediu alguns exames: ressonância magnética, histerolssalpingografia, etc etc e tive o diagnóstico: tenho endometriose.

Passei por uma cirurgia (videolabaroscopia) e estou me recuperando.

Agora ainda preciso ver o laudo e qual tratamento que seguirei, pelo que o cirurgião disse é leve, mas somente o laudo indicará ao meu médico (especialista em reprodução) a condução do tratamento, mas pelas pesquisas que tenho feito na net as expectativas são muitas, algumas pessoas precisam interromper a menstruação por alguns meses ou até 1 ano e depois tentar até técnicas de reprodução assistida.

Estou muito assustada e angustiada, não sei como será meu tratamento, quanto mais leio mais angustiada fico.

Sou jovem e sei que tenho grandes chances de ser mãe mas o tempo passa, estou com 27 anos, há cerca de 9 com o vírus e o medo que tenho de não ter um filho envolve outras questões como não ter um "herdeiro", deixar meu esposo sem família, enfim, estou em meio a um turbilhão de sentimentos e procuro focar nos meus objetivos para continuar, mas não é fácil.

Existem vários blogs de mulheres com endometriose, fóruns etc, tenho receio de me expor com meu caso e sofrer preconceito, por mais que não me identifique não sei se estou preparada para isso.

Enfim, vou tentar dar continuidade a esse blog. De certa forma é um alívio escrever sobre meu caso, já que não falo com ninguém a respeito, exceto meu marido.

Que Deus me dê força e que o tempo cure todo esse sofrimento.

 



14h23 |




Em busca de um médico...

Em 2007 tive uma experiência horrível com a obstetra que me deu o diagnóstico do HIV, ela não me disse que havia problemas na minha gestação e depois de sofrer o aborto espontâneo ela me disse que não me aconselha a ter filhos, que é uma loucura, mas era uma decisão minha e enfim, não voltei lá.

Nesses 3 anos tenho buscado médicos para quando quisesse engravidar, mas me deparei com uma realidade bem complicada, no meu caso tive a infelicidade de ir em 3 consultas e nas 3 eles não sabiam sobre o tema, sendo que o último me recomendou visitar um CRT (Centro de Referência do Tratamento) e encontrar um médico lá. Eu realmente fiz isso, mas por mais que o CRT tenha um excelente trabalho, é público e tem suas deficiências. Não me conformei de ter um plano de saúde ótimo e buscar um médico em órgão públicos, então continuiei buscando.

Não quero generalizar, sei que muitos médicos sabem do assunto, mas eu dei azar de todos além de não saberem, fizeram uma expressão de espanto e desinteresse pelo caso.

Mas nessa semana, eu fui em um médico e ele me explicou que muitos não sabem como lidar com a situação pois é algo raro no cotidiado deles, que ele mesmo só havia atendido casos como o meu em hospitais públicos e somente na hora de fazer o parto, ou seja, sem acompanhar o pré natal. Porém me disse que o mais importante é ter o acompanhamento de um bom infectologista e que não haveria problema nenhum em me atender.

Me explicou sobre período fértil, disse para eu continuar tomando ácido fólico até 3 meses de gestação.

Fiquei muito aliviada. Agora é esperar o próximo período fértil e tentar como qualquer mulher faria.



16h29 |




'Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.'
(Chico Xavier)

A Preocupação olha em volta,
a Tristeza olha para trás,
a Fé olha para cima.



19h23 |




Uma dica para todas as pessoas infectadas pelo HIV ou que convivem com alguém nessa situação:

Existem grupos na internet (yahoo grupos), inclusive participo de dois, que são compostos por pessoas na mesma situação. Trocamos experiências, desabafamos, enviamos reportagens, etc.

Grupo: apoiosoropositivos



19h14 |




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