Em 2007 tive uma experiência horrível com a obstetra que me deu o diagnóstico do HIV, ela não me disse que havia problemas na minha gestação e depois de sofrer o aborto espontâneo ela me disse que não me aconselha a ter filhos, que é uma loucura, mas era uma decisão minha e enfim, não voltei lá.
Nesses 3 anos tenho buscado médicos para quando quisesse engravidar, mas me deparei com uma realidade bem complicada, no meu caso tive a infelicidade de ir em 3 consultas e nas 3 eles não sabiam sobre o tema, sendo que o último me recomendou visitar um CRT (Centro de Referência do Tratamento) e encontrar um médico lá. Eu realmente fiz isso, mas por mais que o CRT tenha um excelente trabalho, é público e tem suas deficiências. Não me conformei de ter um plano de saúde ótimo e buscar um médico em órgão públicos, então continuiei buscando.
Não quero generalizar, sei que muitos médicos sabem do assunto, mas eu dei azar de todos além de não saberem, fizeram uma expressão de espanto e desinteresse pelo caso.
Mas nessa semana, eu fui em um médico e ele me explicou que muitos não sabem como lidar com a situação pois é algo raro no cotidiado deles, que ele mesmo só havia atendido casos como o meu em hospitais públicos e somente na hora de fazer o parto, ou seja, sem acompanhar o pré natal. Porém me disse que o mais importante é ter o acompanhamento de um bom infectologista e que não haveria problema nenhum em me atender.
Me explicou sobre período fértil, disse para eu continuar tomando ácido fólico até 3 meses de gestação.
Fiquei muito aliviada. Agora é esperar o próximo período fértil e tentar como qualquer mulher faria.

